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Calcule o valor estimado de revenda do seu carro ou moto ao longo dos anos e entenda o custo real da desvalorização.
Valor estimado de revenda em 5 anos
R$ 49.922,57
Perda de 37,6% em relação ao valor atual
Perda total
R$ 30.077,43
Perda média ao ano
R$ 6.015,49
Valor na metade do período (~3 anos)
R$ 63.196,56
A depreciação é o item mais esquecido quando se calcula o custo de um veículo, e costuma ser o maior deles. Ao contrário de IPVA, seguro e combustível, ela não aparece como uma conta a pagar, mas se concretiza na hora de vender ou trocar o carro: o valor recebido é quase sempre menor do que o pago.
A desvalorização é mais intensa nos primeiros anos. Um carro zero desvaloriza bastante já no primeiro ano, quando vira "seminovo". Depois disso, a queda anual tende a ficar mais suave, embora continue acumulando. Modelos populares, com alta liquidez e peças baratas, costumam segurar melhor o valor no mercado de usados.
A Tabela FIPE é a referência de mercado mais usada para precificar veículos usados, mas ela não é o único fator. Quilometragem, estado de conservação, histórico de manutenção, versão, cor e até a região influenciam o preço final que um comprador aceita pagar.
Quem pensa em financiar precisa somar a depreciação aos juros do contrato. No começo do financiamento, o saldo devedor costuma ser maior que o valor de mercado do veículo, uma situação chamada "dívida submersa". Quem troca o carro antes de quitar pode precisar completar a diferença.
Para avaliar o custo total de ter um veículo, some a depreciação anual aos demais gastos. Use a calculadora de custo real do veículo para ver o panorama completo, incluindo IPVA, licenciamento, seguro, combustível e manutenção.
Quem pensa em revender ou trocar deve olhar além do preço de compra
Prefira modelos de alta demanda. Veículos populares e versões mais vendidas tendem a ter revenda mais fácil e preço mais estável. Modelos de nicho, com pouca oferta de compradores, costumam desvalorizar mais.
Cuidado com opcionais e versões exclusivas. Adicionais caros (som, rodas, pacotes) raramente se refletem no valor de revenda. O mercado usa o modelo básico como referência para o preço.
Mantenha quilometragem e histórico. Um veículo com km rodada condizente com a idade e histórico de manutenção comprovado tem liquidez maior e desvaloriza menos na prática.
Use a FIPE como base para negociar. Antes de comprar, consulte o valor FIPE do modelo e da versão desejada. Isso ajuda a avaliar se o preço pedido está dentro da referência de mercado e a projetar o valor futuro de revenda.
Depreciação é só uma parte. Calcule IPVA, licenciamento, seguro, combustível e manutenção no seu estado.
É a perda de valor de mercado do veículo ao longo do tempo, causada por uso, idade, desgaste e lançamento de modelos novos. Carros costumam desvalorizar mais nos primeiros anos de uso, quando a queda de valor anual é maior.
Varia muito por marca, modelo, demanda e conservação. De forma geral, veículos populares e de alta liquidez desvalorizam menos, enquanto modelos de nicho ou com peças caras desvalorizam mais. O valor real é definido pela Tabela FIPE, influenciada pela oferta e demanda do mercado de usados.
Não. Alguns modelos de moto, sobretudo os mais vendidos, mantêm boa parte do valor por anos, enquanto outros desvalorizam rápido. O mesmo ocorre entre categorias de carro: hatches populares costumam segurar valor melhor que sedãs de baixa procura.
Manter o histórico de manutenção, quilometragem condizente, pintura e pneus em bom estado ajuda na revenda. Escolher modelos com alta demanda no mercado de usados e evitar versões de nicho também reduz a desvalorização.
Ela dá uma estimativa com base na depreciação anual informada, usando juros compostos (desvalorização ano a ano sobre o valor atual). O valor de mercado real depende de quilometragem, estado de conservação, histórico e oferta da região, então o resultado é uma referência inicial.